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Flamengo: Estratégia de Mercado Após Juninho e Investimento em Reforços Consolidados
Por Redação Flapress em 19/01/2026 04:10
Em janeiro de 2025, a gestão Bap deu início à sua era no Flamengo com a apresentação de Juninho, vindo do Qarabag, do Azerbaijão. Essa contratação, de um jogador com pouca projeção no cenário brasileiro e atuando em um mercado pouco explorado, gerou a expectativa de um movimento atípico do clube carioca. Contudo, a aposta no atacante não obteve o sucesso esperado, e as subsequentes aquisições do Mengão focaram predominantemente em atletas já com trajetórias consolidadas em ligas europeias de renome.
A diretoria rubro-negra, após a experiência com Juninho , optou por um caminho distinto, afastando-se de apostas em nomes menos conhecidos. Um exemplo dessa nova filosofia é a contratação de Emerson Royal. Apesar de uma passagem breve pelo futebol brasileiro, atuando por Ponte Preta e Atlético-MG, o lateral-direito construiu uma carreira em clubes de destaque na Europa, como Barcelona e Tottenham, e foi adquirido junto ao Milan. Embora tenha chegado com a intenção de compor o elenco, Royal ainda busca a titularidade indiscutível sob o comando de Filipe Luís.
Mudança de Perfil e Investimento Robusto
Em contraste com a chegada de Juninho , os demais reforços foram apresentados com grande alarde, trazendo consigo um currículo invejável. Entre eles, destacam-se um zagueiro bicampeão da Champions League e do Mundial de Clubes, um volante com títulos europeus continentais e de clubes, um meia e um atacante com passagens marcantes por grandes equipes espanholas, um meia frequentemente comparado a Neymar e valorizado na Europa, um zagueiro que se destacou no Campeonato Brasileiro e um goleiro premiado em Portugal.
Essa notável alteração no perfil dos contratados não se deve apenas à confiança na qualidade técnica dos jogadores, mas também ao fortalecimento da saúde financeira do Flamengo . Ao assumir a presidência, Bap priorizou o equilíbrio das contas antes de realizar contratações de alto impacto. A situação econômica do clube se transformou significativamente na segunda janela de transferências, permitindo ao Flamengo efetuar o investimento mais expressivo de sua história. Desde a chegada de Juninho , o clube desembolsou aproximadamente R$ 400 milhões em aquisições de atletas.
Análise Detalhada dos Investimentos Pós-Juninho
A tabela abaixo detalha os gastos do Flamengo com contratações após a chegada de Juninho :
| Jogador | Valor (R$) | Observações |
|---|---|---|
| Danilo | 16,8 milhões | Luvas |
| Jorginho | 23,8 milhões | Luvas e comissão |
| Saúl | Não divulgado | Luvas e comissão (mercado livre) |
| Emerson Royal | 58 milhões | Transferência |
| Samuel Lino | 143 milhões | Transferência |
| Jorge Carrascal | 77 milhões | Transferência |
| Vitão | 65 milhões | Inclui perdão de dívida de Thiago Maia (R$ 30 milhões) |
| Andrew | 9,4 milhões | Transferência |
| TOTAL | 393 milhões |
Juninho , por sua vez, foi adquirido por 5 milhões de euros, o equivalente a R$ 31 milhões, representando o menor investimento do clube na compra de direitos econômicos. Outros jogadores, como Danilo, Jorginho e Saúl, chegaram em circunstâncias distintas, pois estavam livres no mercado após o término de seus contratos, não exigindo do Flamengo a compra de seus direitos junto a outros clubes.
Veto a Apostas e Foco em Talentos Europeus
O diretor de futebol, José Boto, chegou a identificar um jogador com perfil semelhante ao de Juninho no mercado. No entanto, a contratação do irlandês Mikey Johnston, do West Bromwich (segunda divisão inglesa), foi vetada por Bap. Johnston, que já tinha viagem marcada para o Brasil, teve sua negociação abortada após pressão de grupos políticos dentro do clube. O atacante seria o primeiro reforço da segunda janela e custaria cerca de R$ 37 milhões. A partir dessa decisão, o departamento de futebol passou a direcionar seu foco para atletas de clubes da primeira divisão europeia.
Juninho foi o primeiro atleta negociado pelo Flamengo nesta janela de transferências. O clube conseguiu recuperar o investimento inicial e o vendeu por 5 milhões de euros (aproximadamente R$ 32 milhões) para o Pumas, do México. Apesar de ter sido indicado por Filipe Luís , o atacante não conseguiu se firmar sob o comando do treinador. Ao longo de 2025, Juninho participou de 32 partidas e marcou quatro gols.
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