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Samuel Lino fala sobre pressão no Flamengo e o título de "maior clube do mundo"
Por Redação Flapress em 18/02/2026 14:40
O atacante Samuel Lino busca consolidar seu espaço e conquistar a admiração da torcida rubro-negra. Em um momento crucial, na véspera da decisão da Recopa Sul-Americana contra o Lanús, o jogador compartilhou suas impressões sobre a intensidade da pressão no que ele mesmo define como o "maior clube do mundo".
Com passagens pela base do clube, o ponta admitiu que a pressão no Flamengo supera suas expectativas de juventude. Para Lino, o fato de o clube ser constantemente tema de discussões, mesmo entre torcedores de rivais, é um indicativo de sua magnitude. Ele observou que a proeminência do Flamengo gera reações diversas, com outros clubes, por vezes, demonstrando um certo descontentamento com o sucesso contínuo do rubro-negro.
A Exigência do Gigante Brasileiro
"É mais do que eu esperava. Porque não é só o torcedor do Flamengo que fala do Flamengo . É o mais querido do mundo, mas também o mais odiado. No Brasil, parece que os outros times não gostam do Flamengo por estar sempre chegando e ganhando. Tem alguma coisa contra. Às vezes o torcedor do outro time que não tem nada a ver fala do Flamengo , dos jogadores. É normal. Mas jogar no maior time do mundo é assim mesmo. Todo mundo vai falar porque é o maior e o melhor", declarou Samuel Lino em entrevista divulgada pelo "ge".
Contratado por expressivos R$ 143 milhões junto ao Atlético de Madrid, Samuel Lino se tornou, na ocasião, a aquisição mais cara da história do Flamengo . Embora sua transferência tenha sido superada posteriormente por Lucas Paquetá, Lino reconheceu a validade das críticas proporcionais ao investimento, mas reiterou seu compromisso e entrega total ao clube.
Desempenho e a Realidade do Atleta
"É normal a pressão, a torcida querer falar. Aqui no Brasil é um valor muito alto. Entendo, eles têm razão. Mas da mesma forma que eu comecei e eles falaram muito bem, também podem cobrar, depois voltar a falar bem. Ser a contratação mais cara não pesa tanto, porque quando eu estava em outro clube e não era a contratação mais cara, eu tentava dar o meu melhor igual, 100% de mim em todos os jogos, nos treinos, tudo que tratasse do meu trabalho com o clube. O valor não entra nessa situação. Não tem peso nenhum", revelou o jogador.
O atacante aprofundou a discussão, lembrando que atletas de futebol não são máquinas infalíveis. Ele salientou que nem sempre é possível manter um alto rendimento, pois questões pessoais podem influenciar o desempenho em campo, algo que nem sempre é compreendido pelo público em geral. Ele relembrou o início de sua trajetória no clube, onde a expectativa era alta, seguida por um período de oscilação que gerou cobranças naturais em um clube de grande porte como o Flamengo .
"Muitas coisas acontecem e as pessoas não sabem. Não sabem da vida pessoal e muitas coisas. O que aconteceu é que a primeira impressão que deixei foi um caos, de estreia e tudo. Depois veio Libertadores, dois jogos com o Inter. A gente indo bem, eu também indo bem. Depois dei uma baixada nessa intensidade e, quando se joga em um clube tão grande quanto o Flamengo , as pessoas não esperam isso. Se tem um jogo pior ou passa por um momento de três, quatro jogos ruins, a cobrança vem. É normal. Não somos robôs, programados para estar sempre bem todos os dias", salientou.
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