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Rodinei, ex-Flamengo, é acusado de abandono afetivo de filho; entenda o caso

Por Redação Flapress em 19/02/2026 14:10

O cenário que envolve o lateral-direito Rodinei, conhecido por sua passagem vitoriosa pelo Flamengo, incluindo o título da Libertadores, tomou um rumo inesperado. Atualmente atuando pelo Olympiacos, na Grécia, o jogador se encontra no centro de acusações de abandono afetivo em relação a um filho oriundo de um relacionamento anterior. A informação, que veio à tona através do Portal LeoDias, adiciona uma nova dimensão às notícias que circulam sobre o atleta.

Para além da alegação de negligência no desenvolvimento da criança, a ação judicial em questão também engloba um pedido formal para a revisão do montante destinado à pensão alimentícia. Este processo corre sob sigilo na Vara de Família e Sucessões de Caldas Novas, localizada no estado de Goiás.

Revisão de Pensão e Distância Afetiva: O Caso Rodinei

A acusação principal recai sobre a alegada ausência de participação ativa de Rodinei na criação de seu filho, que atualmente conta com 11 anos de idade. Segundo os autos, o atleta manteria uma distância afetiva considerável da criança, a ponto de não haver contato direto com o pai há aproximadamente uma década.

O processo detalha que Rodinei não estabelece uma rotina de convivência com o menino, evitando, inclusive, a formação de vínculos emocionais. A comunicação com a criança, quando ocorre, é feita de maneira indireta, por intermédio da genitora, e restringe-se estritamente a questões financeiras, como o envio de comprovantes de pagamento da pensão.

Em uma decisão liminar, a Justiça já determinou a alteração do valor da pensão alimentícia. Anteriormente fixada em R$ 5 mil mensais, a quantia foi significativamente reajustada, passando a equivaler a 32 salários mínimos, o que representa aproximadamente R$ 52 mil por mês.

O Padrão de Vida e a Diferença de Tratamento

A defesa do menor justifica a expressiva atualização da pensão com base na notável evolução financeira do jogador ao longo dos anos. No período do nascimento do filho, Rodinei atuava pelo CRAC, um clube de menor expressão em Goiás, com um rendimento considerado modesto para os padrões do futebol. Atualmente, as alegações apontam para rendimentos mensais que rondam a marca de R$ 1 milhão, englobando seu salário no clube grego e seus negócios no Brasil.

As acusações também ressaltam os possíveis efeitos emocionais sobre a criança. A defesa relata que o menino apresenta um quadro de "ansiedade infantil", recebendo acompanhamento psicológico, e que tem sido vítima de bullying na escola devido à dificuldade em comprovar o vínculo paterno para seus colegas.

Conforme consta nos documentos judiciais, a mãe tem feito solicitações frequentes para que o jogador realize ligações ou visitas esporádicas, pedidos que, segundo a ação, não têm sido atendidos.

Um outro ponto crucial levantado no processo é a disparidade de tratamento entre os filhos do atleta. Enquanto o filho que reside no Brasil supostamente leva uma vida mais modesta, Rodinei garantiria às filhas e à esposa, frutos de seu segundo casamento, um padrão de vida elevado na Europa.

A ação judicial aponta que as outras crianças usufruem de residência luxuosa, frequentam uma escola particular bilíngue e recebem acompanhamento médico e psicológico. Essa situação, segundo a defesa, evidencia um tratamento desigual e discriminatório entre os irmãos.

Indenização por Abandono Afetivo: Próximos Passos

Com o reajuste da pensão já estabelecido, o processo agora aguarda o julgamento de um pedido de indenização por abandono afetivo. A base para esta solicitação fundamenta-se na legislação de ilícito civil, aprovada pelo Congresso em 2025, e no Código Civil.

Caso a Justiça reconheça o abandono afetivo, Rodinei poderá ser condenado ao pagamento de uma indenização estimada em R$ 200 mil ao filho.

Em comunicado oficial, o escritório Castro & Matos Advogados, responsável pela representação da mãe e do menor, declarou que não fará manifestações públicas sobre o caso devido ao segredo de justiça, mantendo sua atuação estritamente nos autos do processo.

O representante do jogador, por sua vez, afirmou desconhecer a existência da ação judicial e declarou não possuir autorização para comentar aspectos da vida pessoal dos atletas sob sua agência.

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