- Flapress
- Reforços do Flamengo na Era Bap: quem deu certo e quem fracassou?
Reforços do Flamengo na Era Bap: quem deu certo e quem fracassou?
Por Redação Flapress em 04/08/2026 07:40
A gestão de Luiz Eduardo Baptista, o Bap, iniciada em dezembro de 2024, transformou o departamento de futebol do Flamengo em uma verdadeira máquina de gastar. Ao ultrapassar a expressiva marca de R$ 900 milhões em contratações, a diretoria rubro-negra colocou à disposição do técnico Leonardo Jardim um elenco extremamente caro. No entanto, o retorno esportivo dessa dinheirama toda apresenta nuances que merecem uma avaliação criteriosa de custo-benefício.
No atual elenco , o rendimento técnico divide os dez reforços contratados em prateleiras distintas. O trio composto por Lucas Paquetá, Samuel Lino e Jorginho consolidou-se como a espinha dorsal da equipe titular. Por outro lado, nomes badalados como Emerson Royal e Carrascal alternam momentos e figuram majoritariamente como opções de banco de reservas, evidenciando que altos valores de transferência nem sempre garantem protagonismo imediato sob o comando de Jardim.
O setor defensivo também vive momentos de transição. O zagueiro Vitão, contratado para compor elenco , ganhou espaço recentemente após o declínio técnico de Léo Ortiz. Enquanto isso, o goleiro Andrew segue na sombra de Rossi, somando pouquíssimas participações. A maior decepção física fica por conta de Saúl Ñíguez, que ainda busca as condições ideais e soma números irrelevantes na temporada, enquanto o atacante Juninho já deixou a Gávea, registrando um prejuízo financeiro considerável após uma passagem apagada.
Quem de fato justificou o investimento milionário no Flamengo?
Entre os acertos inquestionáveis, Lucas Paquetá justifica o peso de ser o investimento mais robusto do futebol nacional. Ao lado de Samuel Lino e do volante Jorginho, o meia dita o ritmo do time titular. Outro nome que, apesar da reserva, cravou seu nome na história do clube foi o veterano Danilo. O lateral-direito foi o herói do tetracampeonato da Copa Libertadores na emblemática final contra o Palmeiras, disputada em Lima no fim de 2025, provando que liderança e experiência têm valor imensurável em momentos decisivos.
Em contrapartida, o torcedor rubro-negro convive com frustrações caras. Saúl Ñíguez é o caso mais emblemático de subaproveitamento; o espanhol esteve em campo por apenas 237 minutos distribuídos em nove partidas em 2026, iniciando somente duas vezes entre os titulares. Juninho também frustrou as expectativas de substituir Gabigol. Embora tenha marcado o gol do título estadual de 2025 contra o Fluminense, o atacante foi negociado com o Pumas do México por R$ 25,5 milhões, gerando um prejuízo de R$ 15 milhões em relação ao valor de sua compra.
| Jogador | Origem | Custo (R$) | Status Atual |
|---|---|---|---|
| Lucas Paquetá | West Ham (ING) | 315,6 milhões | Titular absoluto |
| Samuel Lino | Atlético de Madrid (ESP) | 203 milhões | Titular importante |
| Carrascal | Dínamo de Moscou (RUS) | 107 milhões | Opção de elenco |
| Vitão | Internacional | 81,8 milhões | Ganhando espaço |
| Emerson Royal | Milan (ITA) | 78 milhões | Opção de elenco |
| Juninho | Qarabag (AZE) | 40 milhões | Vendido ao Pumas (MEX) |
| Andrew | Gil Vicente (POR) | 34 milhões | Reserva de Rossi |
| Jorginho | - | 23 milhões | Titular importante |
| Danilo | Juventus (ITA) | 16 milhões (luvas) | Líder e reserva de confiança |
| Saúl Ñíguez | Atlético de Madrid (ESP) | Não divulgado | Problemas físicos |
As cifras astronômicas da temporada de 2026
No ano corrente de 2026, a diretoria do Flamengo adotou uma postura mais cirúrgica, porém extremamente onerosa. Foram apenas três contratações efetuadas, mas que juntas consumiram R$ 432,266 milhões ? o equivalente a cerca de 91% de todo o montante despendido no ano anterior. O grande protagonista deste mercado foi Lucas Paquetá, cuja repatriação junto ao West Ham custou R$ 315,669 milhões, isolando-se como a maior transação da história do futebol brasileiro e abocanhando 73% das despesas do clube nesta temporada.
Além do retorno do meio-campista, a cúpula liderada por Bap trouxe o defensor Vitão por R$ 81,8 milhões e o arqueiro Andrew , vindo do futebol português, por R$ 34 milhões. Enquanto Andrew atuou em apenas seis oportunidades, Vitão tem aproveitado as chances recentes na zaga após o pós-Copa do Mundo, impulsionado pela perda de espaço do titular Léo Ortiz no esquema tático de Leonardo Jardim.
A herança milionária deixada no primeiro ano de gestão
O primeiro ano de Bap na presidência, sucedendo o ciclo de seis anos de Rodolfo Landim, foi marcado por uma reformulação agressiva que custou R$ 469,959 milhões aos cofres do clube. Logo no início de 2025, Juninho desembarcou na Gávea por R$ 40 milhões para suprir a saída de Gabigol para o Cruzeiro, acompanhado do experiente Danilo , que demandou R$ 16 milhões em luvas após encerrar seu vínculo com a Juventus.
Para a metade final daquela temporada, o Flamengo buscou mais cinco atletas. Samuel Lino liderou os custos da janela ao ser adquirido por R$ 203 milhões, seguido pelo meia Carrascal, avaliado em R$ 107 milhões, e pelo lateral Emerson Royal, que custou R$ 78 milhões. O volante Jorginho demandou R$ 23 milhões entre luvas e comissões, enquanto a contratação do espanhol Saúl Ñíguez foi a única que não teve seus valores financeiros detalhados nos balancetes oficiais do clube.
Curtiu esse post?
Participe e suba no rank de membros