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Flamengo de Leonardo Jardim atropela Cruzeiro e resgata futebol historico

Por Redação Flapress em 20/08/2026 17:55

A classificação do Flamengo para as quartas de final da Copa Libertadores, consolidada com o triunfo por 2 a 1 sobre o Cruzeiro no Maracanã, expôs uma evolução tática crucial sob a liderança de Leonardo Jardim. O treinador, que vinha enfrentando forte contestação externa devido às suas escolhas táticas anteriores, encontrou no confronto decisivo a resposta ideal para os seus críticos, estruturando uma equipe extremamente agressiva e letal.

O grande acerto do comandante passou diretamente pela utilização de Pedro. Ausente no primeiro embate, o centroavante foi peça-chave no Maracanã, participando ativamente da construção dos dois gols da equipe. Essa postura estratégica foi o ponto alto do confronto para o jornalista Danilo Lavieri, que exaltou a capacidade de Jardim em responder à pressão diante de um adversário expressivo e de alto investimento financeiro.

O que eu mais gostei nos dois jogos foi a estratégia do Leonardo Jardim. Ele foi muito contestado quando o Pedro não jogou o primeiro jogo. Quando joga ontem, e decisivíssimo, o Pedro participou dos dois gols. Eu gostei muito da estratégia do Leonardo Jardim. E também foi uma boa resposta. Realmente um primeiro tempo de impressionar, um primeiro tempo de sufocar, e não estava jogando contra qualquer um.

O Alerta Defensivo e a Eficiência de Rossi

Apesar da indiscutível superioridade coletiva que garantiu a vaga na próxima fase do torneio continental, o desempenho defensivo do Flamengo ainda desperta debates importantes na imprensa esportiva. A vulnerabilidade em momentos específicos do jogo foi apontada como um fator de atenção imediata para a sequência da temporada, especialmente no que diz respeito ao aproveitamento do goleiro Agustín Rossi sob a meta rubro-negra.

Na visão de Eudes Junior, a diferença técnica individual entre as principais peças ofensivas do Flamengo e as referências do Cruzeiro acabou sendo o diferencial para a classificação carioca. Contudo, o jornalista faz uma ressalva importante sobre o aproveitamento defensivo nas poucas chances cedidas ao rival mineiro ao longo dos dois confrontos eliminatórios.

Na comparação direta com Matheus Pereira e Kaio Jorge, Arrascaeta e Pedro foram decisivos para essa classificação do Flamengo. E o Rossi é um ponto de atenção: nos dois jogos foram quatro bolas no gol do Flamengo, duas entraram.

Para ilustrar o cenário defensivo apontado na análise do confronto de 180 minutos, os dados de finalizações sofridas contra a meta de Rossi revelam uma estatística que demanda ajustes:

Métrica Analisada (Total nos 2 jogos) Quantidade
Finalizações no gol do Flamengo 4
Gols sofridos por Rossi 2
Aproveitamento de defesas 50%

Domínio Avassalador e a Sombra de Jorge Jesus

O nível de intensidade apresentado pelo Flamengo nos primeiros 45 minutos no Maracanã foi classificado como um verdadeiro massacre tático. A equipe carioca não deu espaços para a transição do Cruzeiro e manteve uma pressão constante no campo de ataque, inflamando as arquibancadas. Igor Siqueira destacou que o volume de jogo beirou a perfeição, necessitando apenas de um ajuste na pontaria para definir o confronto de forma mais precoce.

Eu entendo que Flamengo praticou o futebol total nesse primeiro tempo, uma atuação realmente muito intensa, sufocando o Cruzeiro, muitas chances. Um asteriscozinho: talvez pudesse ter uma pontaria melhor para ter um placar mais confortável, tanto que o jogo ficou vivo nesse segundo tempo.

Essa postura impositiva e o ritmo frenético adotados no Rio de Janeiro inevitavelmente trouxeram à memória dos torcedores e analistas os melhores momentos históricos recentes do clube. Eudes Junior traçou um paralelo entre a produção ofensiva inicial desta partida e o lendário estilo de jogo implementado por Jorge Jesus em 2019, destacando a evolução do trabalho de Jardim em relação ao modelo anterior de Filipe Luís.

O retrato de ontem eu acho que foi um Flamengo que me lembrou, veja bem, não estou fazendo uma comparação direta, o Flamengo de Jorge Jesus, porque em menos de 20 minutos foram 10 finalizações. Eu concordo que no primeiro jogo, no Mineirão, o Flamengo de Jardim incorporou alguns elementos que havia perdido do time sob o comando do Filipe Luís, aquela pressão alta, mais posse de bola, mais troca de bolas, menos transição, não dando campo para o Cruzeiro. Mas ontem já foi um time também diferente daquele que vinha sendo na versão 1 do Jardim.

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