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Seleção Brasileira 2025: Ancelotti e a Reconstrução da Canarinho Após Ano Turbulento
Por Redação Flapress em 17/01/2026 23:50
O ano de 2025 apresentou um cenário de considerável instabilidade para a Seleção Brasileira de futebol. A jornada iniciou sob o comando de Dorival Júnior, porém, sua passagem foi efêmera. Após apenas dois compromissos oficiais na temporada ? um empate em 1 a 1 contra a Colômbia e uma derrota inédita por 4 a 1 para a Argentina ?, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) optou pela sua demissão. O resultado adverso frente ao arquirrival configurou o pior placar sofrido pelo Brasil nas Eliminatórias da Copa do Mundo, sendo um fator decisivo para a resolução tomada pelo então presidente Ednaldo Rodrigues.
A saída de Dorival Júnior marcou o fim de um período de 16 jogos, que foi caracterizado por sete triunfos, sete igualdades e duas derrotas, além de questionamentos sobre a ausência de uma evolução coletiva notória.
Ancelotti assume o leme: Um novo ciclo para a Canarinho
A partir de maio, a Seleção Brasileira adentrou uma nova etapa com a chegada de Carlo Ancelotti. O técnico italiano, que se tornou o quarto comandante do Brasil desde o Mundial do Catar, assumiu a responsabilidade de liderar um processo de reconstrução em um cenário de tempo escasso e elevadas expectativas.
Sob a batuta do treinador europeu, a equipe nacional disputou oito partidas ao longo de quatro datas Fifa. O retrospecto foi de quatro vitórias, dois empates e duas derrotas, com um saldo de 14 gols marcados e apenas cinco sofridos, o que resultou em um aproveitamento de 58,3%.
A estreia de Ancelotti ocorreu fora de casa, com um empate sem gols contra o Equador. Posteriormente, o Brasil triunfou sobre o Paraguai por 1 a 0 e sobre o Chile por 3 a 0, ambos os jogos realizados no Maracanã. Contudo, a equipe sofreu um revés por 1 a 0 diante da Bolívia, atuando como visitante. Em outubro, durante os amistosos na Ásia, a performance da equipe alternou momentos positivos e negativos: houve uma goleada de 5 a 0 contra a Coreia do Sul, mas também uma derrota por 3 a 2 para o Japão. Na última data Fifa do ano, o Brasil venceu Senegal por 2 a 0 e empatou em 1 a 1 com a Tunísia. O balanço final de quatro vitórias, dois empates e duas derrotas espelhou um ano de transição, experimentação e aprimoramento das ideias de jogo.
Observação e Ajustes: O Plano de Ancelotti para a Seleção
Mais do que os resultados pontuais, o período foi marcado por uma extensa fase de testes. Ancelotti convocou um total de 48 jogadores, utilizou 42 deles e não repetiu nenhuma escalação. Essa abordagem demonstrou claramente uma fase de observação e ajustes estratégicos.
Apesar da oscilação inerente a uma equipe em formação, o Brasil exibiu sinais de progresso. A goleada expressiva sobre a Coreia do Sul e a vitória convincente contra Senegal evidenciaram um time com maior intensidade, verticalidade e agressividade no setor ofensivo. Por outro lado, reveses como o sofrido diante do Japão e o frustrante empate com a Tunísia expuseram vulnerabilidades defensivas, além de dificuldades quando a equipe precisou assumir a responsabilidade de propor o jogo.
Desafios Táticos e Consolidação de Elenco
Em termos táticos, Ancelotti encontrou no esquema 4-2-4 o desenho que melhor se alinhou às características do plantel. Sem um armador clássico à disposição, o treinador optou pela movimentação constante do quarteto ofensivo e pela busca pela verticalidade, ao mesmo tempo em que visava o equilíbrio com dois volantes com boa capacidade de transição. Ainda assim, certas posições permanecem em aberto, como as laterais e a definição do centroavante de ofício.
Entre as certezas e as incertezas, poucos atletas conseguiram se firmar como peças inegociáveis. Bruno Guimarães foi o único jogador a participar de todas as partidas sob o comando de Ancelotti, sempre como titular. Outros nomes ganharam destaque ao longo do ano, como o artilheiro Estêvão, autor de cinco gols, o zagueiro Alexsandro Ribeiro e o retorno do experiente volante Casemiro.
A intensa rotação de jogadores, no entanto, fazia parte do plano estratégico para recuperar o tempo perdido em um ciclo que foi marcado por sucessivas trocas no comando técnico.
Ao final de 2025, a Seleção Brasileira encerra o ano em uma condição significativamente melhor do que a experimentada no início. Embora ainda distante do ideal, a equipe apresenta uma base em desenvolvimento, um ambiente positivo e ideias de jogo mais claras. Com poucos amistosos restantes antes da Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti inicia o ano do Mundial com menos interrogações, mais respostas e a fundamental missão de transformar um processo de reconstrução em uma equipe capaz de competir em alto nível, digna da rica história da Canarinho.
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