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Rossi e a Estratégia de "Cola" do Flamengo para Penaltis
Por Redação Flapress em 10/03/2026 07:50
Em mais uma demonstração de sua importância decisiva, Rossi novamente foi fundamental para o Flamengo em uma disputa de pênalti. A mais recente atuação de gala ocorreu no último domingo, garantindo o título carioca com defesas cruciais contra Guga e Otávio. O goleiro contou com um auxílio valioso de seus preparadores, Thiago Eler e Fabio Pacobahyba, que forneceram uma "colinha" com informações sobre os batedores do Fluminense.
É importante ressaltar que a prática de utilizar "colas" não é exclusiva do Flamengo . Atualmente, a vasta maioria dos clubes de futebol adota esse artifício. Essa ferramenta é alimentada por softwares de estatística, resultado de um trabalho colaborativo entre preparadores de goleiros e analistas de desempenho.
O Papel da Tecnologia e da Análise no Desempenho do Goleiro
A influência dessa preparação, contudo, varia consideravelmente de goleiro para goleiro. Alguns preferem estudar as informações antes das cobranças, enquanto outros confiam mais em sua intuição no momento da partida.
No clube da Gávea, a preparação vai além dos dados brutos. Há uma análise criteriosa sobre os momentos em que os pênaltis adversários foram cobrados, com especial atenção às situações de maior pressão.
"Ali foi só um reforço, um lembretezinho. A gente dá um lembrete daquilo que tem sido combinado, e quando é preciso, a gente mostra essa imagem. Na realidade é uma atividade nossa, até pelo acesso mais fácil às informações", afirmou Thiago Eler, preparador de goleiros do Flamengo , em entrevista ao UOL.
Estratégias Personalizadas para Cada Batedor
Mesmo com o suporte tecnológico, alguns jogadores apresentam informações mais restritas. Isso pode ocorrer devido à sua variação nas cobranças ou à falta de um histórico extenso, já que não costumam se posicionar frequentemente como batedores.
"Dentro das possibilidades no jogo, a gente acaba, através de uma ferramenta, buscando o máximo de informações e cobranças, mas a gente filtra um pouco também, até para não ficar maçante. Ele (software) pega batidas de quem, na realidade, tem cobranças de pênaltis, porque tem jogadores que acabam não tendo. Nem em decisão e nem durante a partida. Às vezes, tem alguma cobrança ali na base, então a gente tenta ter o maior número de informações, só que tem caras que têm uma quantidade muito grande e variam bastante o lado das batidas, o que acaba dificultando uma tomada de decisão", explicou Thiago Eler ao UOL.
A Comunicação Eficaz entre Comissão e Goleiro
Apesar da riqueza das informações, há um cuidado especial em transmiti-las de forma a não impactar negativamente a concentração e o estado mental do goleiro.
"Na verdade temos alguns indícios dos lados que o cara pode bater, mas sabendo que a decisão ali é do goleiro, ainda mais se tratando do Rossi , que é um especialista. A gente tenta reunir essas informações para que também não atrapalhe o goleiro. A ideia é que a gente possa clarear um pouco mais a mente dele e que ele tenha uma maior frieza. Ele (Rossi) é um cara que está acostumado com isso, a tomar as melhores decisões", disse Eler ao UOL.
O Processo de Preparação Detalhado
No Flamengo , a lista de potenciais batedores é elaborada próximo à data do jogo, podendo ocorrer no próprio dia do duelo, dependendo do horário da partida.
"É um trabalho de muitas mãos, que eu acho que, em especial dos goleiros ali, que acabam comprando a ideia. A gente faz uma reunião um dia antes. Dependendo do horário do jogo, no próprio dia ali na parte da manhã ou pós-almoço. Separamos esse material juntamente com o pessoal da análise. A gente dá uma filtrada nas informações que a gente quer passar aos goleiros", detalhou Thiago Eler ao UOL.
Eler brinca que o cenário ideal seria não precisar utilizar a "cola", já que esse recurso é acionado, na maioria das vezes, quando uma partida se encaminha para as penalidades.
"A gente acaba sendo só um reforço ali naquele momento das penalidades. Primeiramente falo que, para nós, o bom seria não usar, que a partida encerrasse e não precisasse dos pênaltis sabendo da capacidade da nossa equipe de fazer um gol e decidir antes, mesmo sabendo que o Rossi é forte nos pênaltis. Na verdade a gente trabalha para que, durante a partida, ele faça uma grande apresentação", comentou Eler, mencionando uma defesa espetacular de Rossi no tempo normal, em um chute de Lucho Acosta.
"Naquele caso ali foi uma defesa com um grau de dificuldade muito alto. Senão, talvez, nem para os pênaltis iria, apesar de que, na minha visão, embora o jogo tenha sido equilibrado, o Flamengo foi melhor", concluiu o preparador de goleiros do Flamengo .
A Preparação Psicológica e a Experiência de Rossi
Presente na cerimônia de premiação do Campeonato Carioca, Rossi compartilhou sua perspectiva, enfatizando a preparação psicológica envolvida.
"É óbvio que quando você tem uma decisão de pênaltis, sempre se prepara para uma possível ocasião dessas. E ontem, graças a Deus, saímos vitoriosos. Não como no final do ano passado, que a gente ficou na porta de ser campeão do mundo, também nos pênaltis (quando perdeu para o PSG), mas acontece. Tem uma preparação. Tem uma questão também, obviamente, psicológica e tudo o que tem a ver com definir uma competição nas cobranças de pênaltis", declarou Rossi .
Números de Rossi em Disputas de Pênalti
Desde sua chegada ao Flamengo , Rossi acumulou um impressionante retrospecto em cobranças de pênalti:
| Total de Pênaltis Defendidos | 12 |
|---|---|
| Total de Pênaltis Cobrados contra Rossi | 32 |
| Cobranças para o Lado Correto | 20 |
| Cobranças para Fora | 1 |
| Cobranças na Trave | 1 |
Esses dados evidenciam a eficácia do goleiro em momentos decisivos, potencializada pelo trabalho estratégico da comissão técnica.
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