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Paquetá no Flamengo: Filipe Luís Testa Posições e Busca a Ideal para o Meia
Por Redação Flapress em 24/02/2026 04:20
A chegada de Lucas Paquetá ao Flamengo gerou grande expectativa, sendo ele o principal reforço para a temporada. Contudo, após oito partidas desde seu retorno, o meia ainda demonstra certa dificuldade de entrosamento, com atuações que não corresponderam plenamente ao esperado. Internamente, a diretoria e a comissão técnica encaram essa fase como um processo natural de adaptação, mas a grande questão que paira é: qual a melhor posição para o versátil jogador?
Análise Tática: A Busca pela Posição de Paquetá
Filipe Luís tem sido explícito em seu desejo de utilizar Paquetá mais avançado, atuando como um meia pela direita, de forma similar a como Gerson desempenhava essa função, com a liberdade de também transitar pela esquerda. O objetivo primordial do treinador é capitalizar a capacidade ofensiva do reforço. A decisão de investir consideravelmente na contratação, além da forte identificação do jogador com o clube, foi justificada pela multiplicidade de setores em que o ex-jogador do West Ham pode atuar.
José Boto, em declarações ao ge no início do mês, ressaltou a importância estratégica da contratação: "Entendemos que se trouxéssemos o Paquetá, os valores poderiam afetar esta janela, mas também chegamos à conclusão de que o Paquetá não é só um reforço, mas três ou quatro por causa das posições que ele faz e pela qualidade com que ele faz. É muito difícil nesse momento reforçar o Flamengo , pelo elenco que tem, mesmo para repor algumas peças não é fácil, e para aumentar o nível é difícil."
Variedade de Funções em Campo
A dúvida sobre a posição ideal para Paquetá se intensifica quando observamos suas recentes atuações. Na vitória sobre o Botafogo, pelas quartas de final do Campeonato Carioca, e no confronto contra o Sampaio Corrêa, também pelo Estadual, o camisa 20 foi empregado na função de segundo volante, similar à de Jorginho. No Estádio Nilton Santos, ele ainda teve breves passagens como falso 9 e pelos lados do campo, após alterações táticas.
Foi justamente no clássico contra o Botafogo que Paquetá marcou seu primeiro gol com a camisa rubro-negra. Nessa partida, ele atuou de maneira mais organizada, com a responsabilidade de conduzir a bola, manter o controle do jogo e aparecer com menos frequência no setor ofensivo. Uma configuração semelhante foi vista no duelo contra o Lanús, onde Filipe Luís optou por um ataque mais dinâmico, com Arrascaeta, Luiz Araújo, Carrascal e Cebolinha. A estrutura tática da equipe sofreu diversas modificações ao longo dos 90 minutos.
Preferência do Treinador e Declarações do Jogador
Apesar das diversas experimentações, a preferência de Filipe Luís é clara: o jogador mais próximo da área adversária, explorando sua capacidade de finalização. Essa estratégia foi aplicada em jogos contra Corinthians, Internacional, Vitória e em suas entradas contra o Madureira.
Em coletiva de imprensa, Filipe Luís detalhou seu pensamento: "Meu pensamento é usá-lo na frente, na direita ou na esquerda. Contra o Botafogo ele jogou podendo ter a liberdade de chegar na área, mas marcando como volante. Os volantes da minha equipe têm funções muito específicas, são o coração do time. É difícil chegar e já se encaixar, mas ele tem muita qualidade. Mas ele pode perder o que tem de melhor, que é a chegada na área, a finalização. Tem muitos jogos no ano, então é importante que ele possa fazer outras funções. Eu quero que ele tenha essa chegada porque é um jogador determinante."
O próprio Lucas Paquetá, após o confronto com o Botafogo, indicou sua posição de predileção, sugerindo um desejo de atuar mais avançado. No clássico, sua escalação como segundo volante o levou a comentar: "Eu converso bastante com o Filipe, ele sabe muito bem onde eu me sinto à vontade de jogar. Estou à disposição para ajudá-lo da forma que for, hoje um pouco mais recuado, mas normalmente na minha posição."
As diversas funções desempenhadas por Paquetá, que incluem volante, meia pela direita, meia centralizado e até centroavante, demonstram não apenas sua polivalência, mas também a contínua busca da comissão técnica pela melhor forma de integrá-lo ao time. Embora o posicionamento não pareça ser o principal obstáculo, a recuperação da confiança e a entrega de atuações de destaque em campo são cruciais para que o meia possa corresponder às expectativas e retribuir o investimento feito pelo Flamengo .
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