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MP investiga superlotação no Maracanã em jogos de Flamengo e Fluminense

Por Redação Flapress em 28/08/2026 22:02

O Ministério Público do Rio de Janeiro iniciou, na última quarta-feira, um inquérito civil focado em apurar possíveis irregularidades relacionadas à superlotação em setores específicos do estádio do Maracanã. A investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (Gaedest), mira diretamente as gestões de Flamengo e Fluminense, que administram o local por meio da "Fla-Flu Serviços S.A".

Até o fechamento desta apuração, as respostas por parte dos clubes foram distintas. Enquanto o Flamengo optou pelo silêncio, não emitindo qualquer posicionamento, o Fluminense afirmou que ainda não havia recebido a notificação oficial do órgão ministerial.

Detalhes da investigação do Ministério Público

O embasamento para a abertura do procedimento reside em um levantamento do próprio MP-RJ. Segundo o órgão, "entre dezembro de 2025 e agosto deste ano, foram identificadas partidas com indícios de que o número de ingressos emitidos para determinados setores pode ter superado a capacidade dos locais". Diante disso, os dois clubes cariocas possuem um prazo de 15 dias para apresentarem as explicações necessárias ao órgão.

Além da dupla Fla-Flu, o inquérito alcança outras entidades e empresas fundamentais na operação dos eventos. Foram notificados o Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe), a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), além das empresas FutebolCard e Cognitive Ruptix Solution, que respondem pela logística e venda de entradas.

Dados sobre o público no estádio

Para contextualizar a magnitude do fluxo de torcedores, a tabela abaixo apresenta os maiores públicos registrados pelos clubes como mandantes nesta temporada, conforme as informações levantadas:

Clube Partida Público Presente Público Pagante
Flamengo x Cruzeiro (Libertadores) 72.481 68.510
Fluminense x Vasco (Copa do Brasil) 48.700 45.195

Exigências e questionamentos do Gaedest

O Ministério Público exige transparência total sobre a operação de bilheteria. O Gaedest solicitou a discriminação detalhada do quantitativo de ingressos emitidos por setor, o que engloba vendas, cortesias e gratuidades. Paralelamente, os órgãos responsáveis devem informar o número real de pessoas que acessaram o estádio em cada setor.

A investigação também busca entender se existe qualquer fundamentação técnica para eventuais discrepâncias entre a oferta de ingressos e a ocupação real do estádio. O objetivo central, segundo o MP-RJ, é realizar a fiscalização da política de público nos estádios, visando "garantir a segurança do torcedor no interior das arenas esportivas".

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