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Mauro Cezar detona negociações de José Boto no Flamengo
Por Redação Flapress em 05/08/2026 13:09
A gestão de José Boto como diretor de futebol do Flamengo tem sido alvo de severas críticas. Segundo o comentarista Mauro Cezar, em sua participação no UOL News Esporte, o dirigente tem conduzido as tratativas do clube de forma insatisfatória, priorizando investimentos elevados sem apresentar o retorno técnico esperado.
Para o jornalista, a recente movimentação envolvendo Thiago Almada é um exemplo claro da falta de eficiência. Apesar da expectativa criada em torno de sua chegada em 2025, carregando a reputação de um exímio observador de talentos e negociador, Boto ainda não demonstrou a habilidade necessária para viabilizar contratações vantajosas para o Rubro-Negro.
A negociação é muito mal conduzida pelo José Boto, que faz um péssimo trabalho. Eu senti na expectativa: será que o Boto vai conseguir imitar os grandes negociadores? Porque até agora ele só fez negócio pagando muito caro. Todos os jogadores que ele contratou não teve uma negociação assim: 'conseguiu trazer esse jogador, uma sacada, uma negociação por um valor que não foi tão alto'. Isso acontece no futebol.
Falta de pulso firme e estratégia no mercado
Mauro Cezar enfatiza que a diretoria flamenguista carece de uma postura mais rigorosa diante de especulações e leilões inflacionados. O colunista defende que o clube deveria estabelecer prazos rígidos para negociações e manter alternativas bem definidas, evitando o desgaste que tem sido observado nos bastidores da Gávea.
Eu acho que numa hora dessas, olha, a minha proposta está aqui. Vocês têm um prazo de tantas horas para responder. Eu quero, eu não quero. Não quero? Sai fora, cara. Aí você tem que ter o quê? Um plano B, né? Qual o plano B? Aí fala-se que é o Luiz Henrique. Cara, você quer um meia ou quer um atacante, um homem de lado? O que você quer, afinal?
O mito do jogador de grife e a memória do clube
Outro ponto de atrito abordado pelo comentarista é a pressão por reforços de renome internacional. Mauro aponta que uma parcela da torcida exige nomes de impacto, ignorando que a história do clube foi construída, muitas vezes, por apostas inteligentes e bem garimpadas pelo departamento de scout, que renderam resultados técnicos e financeiros.
Tem uma ala da torcida que é mimadinha, que acha que tem que ter só jogador de grife. O Pablo Mari não era jogador de grife. E se você voltar na história do Flamengo, você encontra vários jogadores. O Pablo Mari veio como cara do scout, foi campeão da Libertadores, titular absoluto, vendido para o Arsenal com lucro ainda.
Lacunas no elenco e escolhas técnicas
Por fim, o jornalista questiona as prioridades estabelecidas pela comissão técnica. Ao analisar o plantel, Mauro Cezar demonstra estranheza com o pedido por mais um meia, visto que o setor já conta com diversas opções, e cobra urgência na busca por um centroavante, posição que ele considera carente no grupo atual.
Abaixo, detalhamos as opções mencionadas pelo comentarista para o setor de meio-campo:
| Jogador | Posição |
|---|---|
| Arrascaeta | Meia |
| Paquetá | Meia |
| Carrascal | Meia |
| Lino | Meia |
Eu questiono muito essa coisa do Leonardo Jardim. Ele está pedindo um meia. Cara, ele tem o Arrascaeta, o Paquetá, o Carrascal, e ele descobriu o Lino jogando de meia. Ele precisa de mais um? E centroavante? Só tem o Pedro. O Flamengo não contrata um centroavante, gente.
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