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José Boto Flamengo: Bastidores revelam desgaste e nomes para substituir diretor
Por Redação Flapress em 04/08/2026 06:21
O futuro do departamento de futebol do Flamengo aponta para uma reformulação profunda em longo prazo, com a forte tendência de que o atual ciclo diretivo não se estenda. Nos bastidores da Gávea, a avaliação predominante é de que José Boto dificilmente permanecerá em seu cargo para a temporada de 2027. Essa perspectiva de mudança, inclusive, já esteve na mesa do presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, que estruturou planos para substituir o executivo português anteriormente.
Durante o período de forte turbulência que resultou na demissão da comissão técnica em março, a presidência rubro-negra cogitou seriamente a saída de Boto. Naquela ocasião, Bap chegou a consultar nomes no mercado para assumir a liderança do futebol. Entre os avaliados, destaca-se um ex-capitão vitorioso do clube e um profissional com mercado na Europa.
| Profissional Cogitado | Histórico e Situação |
|---|---|
| Fábio Luciano | Ex-zagueiro e ídolo que encerrou a carreira no Flamengo em 2009; foi consultado diretamente sobre a vaga. |
| Edu Gaspar | Estava em processo de saída do Nottingham Forest na época; foi avaliado internamente, mas sem contato formal. |
Bap avalia bastidores no Ninho do Urubu e mantém diretor sob observação
Apesar de ter optado pela manutenção de José Boto de forma temporária, apoiando-se na boa relação do dirigente com o técnico Leonardo Jardim, Bap acompanha de perto o ambiente interno. Em suas frequentes visitas ao Ninho do Urubu, o mandatário constatou que o clima de insatisfação permanece inalterado. A expectativa da cúpula de que as conquistas de 2025 pudessem atenuar o distanciamento e a pressão sobre o departamento de futebol não se concretizou, gerando o efeito inverso.
O estopim para que o ambiente se deteriorasse de forma acentuada ocorreu durante o processo de desligamento de Filipe Luís, em março deste ano. A condução da saída do ex-treinador elevou a rejeição ao diretor português a patamares "insustentáveis", criando uma barreira quase intransponível entre a liderança do departamento e os profissionais do clube.
Os motivos do desgaste entre José Boto e o elenco do Flamengo
A resistência ao nome de José Boto não se limita às decisões estratégicas, mas está diretamente ligada ao cotidiano no centro de treinamentos. Relatos internos apontam que o comportamento do dirigente é marcado pela frieza, distanciamento e por cobranças consideradas excessivamente ríspidas em momentos específicos. A postura pouco amistosa e a falta de esforço para construir uma relação de empatia com atletas e funcionários transformaram o executivo em uma figura isolada.
Soma-se a isso o descontentamento com atitudes extracampo do diretor. Há um incômodo nítido no Ninho do Urubu com a frequência com que Boto aparece em peças de divulgação institucional do clube. Além disso, pedidos de serviços de caráter estritamente pessoal a funcionários do CT, como tarefas de limpeza, desgastaram ainda mais a imagem do profissional perante os colaboradores do Flamengo.
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