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Jardim explica por que Flamengo caiu de rendimento contra o Botafogo
Por Redação Flapress em 30/08/2026 22:58
Apesar do placar elástico de 3 a 0 sobre o Botafogo no último domingo (30), no Maracanã, o Flamengo não teve uma atuação linear. O técnico Leonardo Jardim admitiu que a equipe sofreu uma queda de rendimento notável logo após o intervalo, permitindo que o adversário ganhasse terreno e criasse dificuldades que não existiram durante a primeira etapa.
Para o comandante português, o cenário é reflexo direto do desgaste físico acumulado pelos atletas de frente. Segundo Jardim, o estilo de jogo do Rubro-Negro exige uma intensidade que, inevitavelmente, sobrecarrega os pilares do time simultaneamente, tornando a gestão do elenco uma peça-chave para manter a competitividade.
A importância da gestão de elenco e rotação
Jardim argumentou que acumular estrelas em campo nem sempre garante o equilíbrio necessário, especialmente quando o cansaço atinge os principais nomes do plantel ao mesmo tempo. A estratégia, portanto, passa por utilizar as opções do banco de reservas para preservar a identidade tática da equipe.
? Encaixar todo mundo é positivo, mas todo mundo cansa junto. Arrascaeta, Jorginho e Erick cansam ao mesmo tempo, e aí? Muda o DNA do time. Com a nossa gestão, a gente consegue trocar sem perder o DNA. Às vezes, colocar todo mundo junto não é o melhor. Com todos juntos (Jorginho, Pulgar, Arrascaeta e Paquetá), só temos o Lino, que dá profundidade. O importante é ter soluções. Cansa um, entra outro. O Flamengo não são 11. O Flamengo somos nós todos. Os jogadores que entram, ficam no banco. Somos todos ? declarou o treinador.
O treinador também ressaltou que a ineficiência ofensiva no primeiro tempo custou caro. Na sua visão, se o clube tivesse convertido as chances criadas em mais gols, o Botafogo teria sido forçado a se expor, facilitando a administração da partida e evitando o desgaste excessivo na etapa final.
Destaques individuais e limitações táticas
Samuel Lino foi o grande nome da partida, sendo responsável por dois dos três tentos rubro-negros. Jardim fez questão de exaltar o trabalho do atacante, destacando que a excelente fase vivida pelo jogador é mérito exclusivo de sua dedicação e evolução técnica diária.
Por outro lado, a permanência de Pedro em campo, mesmo em um dia pouco inspirado, foi justificada pela falta de peças de reposição no elenco . Jardim explicou que a ausência de um centroavante de origem no banco de reservas limitou suas opções de substituição, temendo que uma alteração precipitada pudesse comprometer o resultado naquele momento do confronto.
? Se eu tivesse um avançado, teria tirado o Pedro 10 ou 15 minutos antes. Eu não tinha, só tinha um miúdo. Se eu tiro o Pedro com 1 a 0 e a gente toma o empate, me chamam de burro. A substituição do Pedro foi feita até antes do 2 a 0, mas o Lino deu a profundidade que a gente pretendia, e isso melhorou nosso jogo. Não tinha o avançado no banco e, por isso, é importante ter soluções ? argumentou.Bastidores e próximos passos
Além da análise técnica, o comandante rubro-negro não poupou críticas às condições do gramado do Maracanã, classificando-o como incompatível com a grandeza da instituição. Sobre o mercado, o treinador reforçou que seu foco é estritamente o trabalho com o grupo que tem à disposição, delegando a responsabilidade de contratações à diretoria do clube.
O Flamengo agora volta suas atenções para o próximo desafio pelo Campeonato Brasileiro. O time encara o Mirassol, na quarta-feira (2), às 19h30, no Maracanã, em partida atrasada da quarta rodada da competição nacional.
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