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Gabriel Brazão no Flamengo: Entenda a nova estratégia para o gol rubro-negro

Por Redação Flapress em 02/01/2026 04:20

A diretoria do Flamengo já trabalha com o planejamento para 2026 e estabeleceu a meta de reforçar o setor defensivo. O principal nome na lista de desejos é Gabriel Brazão, atualmente no Santos. O clube carioca prepara uma investida para adquirir o atleta, que já esteve no radar rubro-negro anteriormente. Na última janela, houve um acerto verbal com o jogador, mas a resistência do clube paulista impediu a conclusão do negócio na época.

O cenário atual envolve uma divisão de direitos econômicos: o Santos detém 60%, enquanto a Inter de Milão preserva os outros 40%. A movimentação do Flamengo visa preencher a lacuna que será deixada por Matheus Cunha, cuja saída já está programada. Com a titularidade absoluta de Agustín Rossi em 2025, o departamento de futebol entende que o argentino necessita de uma concorrência de alto nível para manter a competitividade interna.

Além de Brazão, o jovem Pedro Morisco, do Coritiba, também é monitorado pela equipe de scout. Aos 21 anos, Morisco apresentou números expressivos durante a campanha de acesso da equipe paranaense, superando médias de goleiros consolidados na Série A. A busca por esses nomes reflete uma análise técnica rigorosa sobre a eficiência debaixo das traves.

Goleiro Clube Média de Gols Sofridos (2025)
Pedro Morisco Coritiba 0,58
Agustín Rossi Flamengo 0,60
Weverton Palmeiras Superior a 0,60
Fábio Fluminense Superior a 0,60

A Busca por Maturidade e Competitividade no Elenco

A investida em Gabriel Brazão sinaliza uma mudança profunda na política de contratações para a posição. O objetivo de Filipe Luís é contar com dois jogadores de status de titular para cada função no campo. Diferente de temporadas anteriores, onde o clube recorreu a jovens da base de forma precoce, a nova diretriz foca em atletas que, embora jovens, já possuam rodagem profissional e experiência em mercados competitivos.

Gabriel Brazão, de 25 anos, personifica esse novo perfil. Formado no Cruzeiro, o arqueiro possui uma trajetória extensa no futebol europeu, com passagens por clubes como Inter de Milão, Parma, Albacete e SPAL. Essa bagagem internacional é vista como o diferencial necessário para suportar a pressão de defender a meta rubro-negra sem as oscilações comuns a atletas recém-promovidos do sub-20.

Essa nova postura visa proteger as promessas do Ninho do Urubu. Dyogo Alves, por exemplo, é tratado como uma joia a ser lapidada. Ao contratar um segundo goleiro experiente, o Flamengo permite que Dyogo siga seu desenvolvimento como terceira opção, sem a necessidade de "pular etapas" em momentos de pressão. O jovem goleiro tem vínculo até o fim de 2026 e deve passar por renovação contratual em breve.

O Fim do Ciclo de Apostas e a Era da Estabilidade

Historicamente, o Flamengo enfrentou dificuldades para encontrar um equilíbrio no gol após a era de Diego Alves. Nomes como Hugo Souza e Matheus Cunha assumiram a titularidade em contextos de urgência, o que gerou uma instabilidade crônica no setor ao longo dos últimos cinco anos. A estratégia de 2026 busca encerrar esse ciclo de improvisos e garantir que o treinador tenha segurança total em suas opções.

A análise da rotatividade de goleiros desde 2019 evidencia como o setor foi mutável. A manutenção de Rossi e a provável chegada de um nome como Brazão visam estabelecer uma hierarquia clara e de alto rendimento, evitando que o clube precise ir ao mercado emergencialmente no meio das competições.

Temporada Goleiros no Elenco Principal
2025 Rossi, Matheus Cunha e Dyogo Alves
2024 Rossi, Matheus Cunha e Dyogo Alves
2023 Santos, Rossi, Hugo Souza e Matheus Cunha
2022 Diego Alves, Santos, Hugo Souza e Matheus Cunha
2021 Diego Alves, Hugo Souza, Gabriel Batista e César
2020 Diego Alves, Hugo Souza, Gabriel Batista e César
2019 Diego Alves, Thiago, Gabriel Batista e César

Com a saída de Matheus Cunha , o Flamengo entende que não pode mais depender apenas da ascensão de jovens sem a devida maturação. A busca por Gabriel Brazão é, portanto, uma tentativa de profissionalizar ainda mais a disputa pela camisa 1, garantindo que o nível técnico não caia independentemente de quem esteja em campo.

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