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Flamengo x Cruzeiro: Bola entrou? Decisão de arbitragem é revelada

Por Redação Flapress em 20/08/2026 17:20

O confronto decisivo entre Flamengo e Cruzeiro no Maracanã, válido pela Copa Libertadores, entregou a intensidade esperada de um clássico nacional na principal competição do continente. Sob a liderança técnica de Jardim, o clube carioca demonstrou sua força coletiva no primeiro tempo, controlando as ações ofensivas e encurralando o adversário. A superioridade técnica resultou no gol de Arrascaeta, aos 34 minutos, após excelente jogada de pivô de Pedro, que permitiu ao uruguaio finalizar sem chances para o goleiro Otávio.

Apesar do domínio inicial da equipe rubro-negra, a partida ganhou contornos dramáticos na segunda etapa. O Cruzeiro retornou do vestiário com uma postura mais agressiva e, logo nos minutos iniciais, ameaçou a meta defendida por Rossi. Após a polêmica finalização que gerou intensas reclamações sobre a bola ter ou não ultrapassado a linha, os mineiros chegaram ao empate com Romero, aproveitando assistência de Gerson. A resposta do Flamengo foi imediata e cirúrgica: aos 16 minutos, novamente com a participação de Pedro na preparação, Samuel Lino demonstrou extrema categoria para limpar a marcação e garantir o triunfo que selou a classificação rubro-negra.

Minuto Evento Participantes
34' 1T Gol do Flamengo Arrascaeta (Assistência de Pedro)
02' 2T Lance Polêmico Jorginho salva em cima da linha
Sequência 2T Gol do Cruzeiro Romero (Assistência de Gerson)
16' 2T Gol do Flamengo Samuel Lino (Assistência de Pedro)

A classificação do Flamengo e as adversidades no Maracanã

Apesar da festa pela vaga garantida, o elenco rubro-negro não poupou críticas a fatores externos que influenciaram o rendimento em campo. O zagueiro Léo Pereira manifestou publicamente seu descontentamento com o estado do gramado do Maracanã, definindo-o como "Muito ruim" e apontando que as condições precárias do campo de jogo prejudicam diretamente a dinâmica de passes rápidos e o estilo vistoso do Flamengo .

Além das reclamações sobre o campo, o confronto foi marcado por forte tensão disciplinar. A torcida e analistas debateram intensamente lances capitais, como a possível expulsão de Royal, considerada injustificável por muitos observadores, e as reações de rivais diante da atuação defensiva de Jorginho, que acabou se tornando o personagem central do lance mais discutido do embate.

O polêmico lance de Jorginho e a decisão de campo

O lance que centralizou as discussões ocorreu no início do segundo tempo, quando o camisa 21, Jorginho, evitou o que seria o gol de empate do Cruzeiro ao afastar a bola praticamente sobre a risca da meta. A velocidade da jogada gerou dúvidas imediatas em torcedores e atletas se a bola teria ultrapassado completamente o limite da linha de gol ou se a intervenção defensiva teria sido realizada a tempo.

No campo de jogo, o árbitro de vídeo não recomendou a revisão na cabine, mantendo a decisão original da arbitragem de campo de não assinalar o tento. As imagens geradas pela transmissão oficial e disponibilizadas para a cabine do VAR não apresentaram um ângulo totalmente conclusivo que permitisse reverter a interpretação inicial estabelecida pelos juízes de campo.

Ana Paula Oliveira explica a regra e valida arbitragem

Para esclarecer a polêmica que dividiu opiniões nas redes sociais, a ex-árbitra Ana Paula Oliveira analisou detalhadamente a jogada. Segundo a especialista, a conduta do árbitro uruguaio Gustavo Tejera foi correta ao não validar a pontuação do time mineiro. Ela ressaltou que a regra exige a total passagem da circunferência da bola pela linha de meta e explicou a importância de utilizar as traves como alinhamento visual quando o solo não oferece a precisão necessária.

? Eu só vou reforçar a decisão que foi tomada ontem e explico por quê. Para ser gol, a bola precisa ultrapassar completamente a linha de meta, postes e travessão. E uma informação para vocês: de acordo com a Regra 1 (O Campo), tanto a metragem, a medida de 12 cm ? isso é importante ? de largura, assim como postes e o travessão, devem e precisam ter a mesma medida. Por que isso? Para situações como a que aconteceu ontem. Porque, se eu não consigo detectar pelo solo, vou utilizar como referência os postes e o travessão para decidir se essa bola entrou ou não ?

A comentarista de arbitragem também avaliou positivamente o protocolo adotado pela equipe de vídeo, enfatizando que a ausência de uma imagem irrefutável de erro obriga a manutenção da decisão tomada originalmente no gramado.

? No campo de jogo ontem, a arbitragem entendeu que não, então o assistente não correu para o campo, não validou o gol do Cruzeiro. O VAR checa, inclusive libera uma imagem ? a imagem provavelmente a melhor imagem que eles tinham à disposição ?, mostrando que a circunferência da bola estava sobre a linha ou estava alinhada com os postes. Desta forma, essa bola não tinha entrado completamente. E, em situações como essa, quando o VAR não tem uma imagem que comprove o erro da equipe de campo, a equipe de campo prevalece em sua decisão. Foi exatamente o que aconteceu ontem ?

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