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Flamengo vence Cruzeiro: Análise tática e os sinais de melhora no time
Por Redação Flapress em 12/03/2026 00:00
Embora a exibição do Flamengo nesta quarta-feira ainda não tenha atingido o patamar de excelência desejado, ela ao menos ofereceu um vislumbre de progresso e um caminho para aprimoramento. O Rubro-Negro demonstrou domínio sobre as ações durante a maior parte do confronto contra o Cruzeiro, selando a vitória por 2 a 0. Uma vantagem mais expressiva poderia ter sido construída mais cedo, e a equipe enfrentou momentos de pressão nos minutos finais, mas conseguiu ampliar o placar antes do apito final.
A equipe celeste só conseguiu impor real ameaça à retaguarda carioca em duas ocasiões pontuais. A primeira, entre os minutos 15 e 30 do primeiro tempo. A segunda, na reta final do jogo, quando o técnico Tite finalmente introduziu atacantes mais incisivos pelas pontas. Ironicamente, no momento em que o Cruzeiro buscava o empate, veio o golpe decisivo dos anfitriões. Carrascal, que havia entrado de forma discreta na partida, selou o placar, que teve sua origem com Pedro.
Mudanças Táticas e Formações Iniciais
Leonardo Jardim promoveu três alterações em relação ao time que disputou a final do Campeonato Carioca. Varela, Carrascal e Samuel Lino iniciaram no banco de reservas, cedendo lugar a Emerson Royal, Lucas Paquetá e Everton Cebolinha como titulares. Do lado do Flamengo , Tite não pôde contar com William, Lucas Romero e Kaio Jorge. Em seus lugares, Fágner, Matheus Henrique e o colombiano Neyser Villareal foram escalados para o confronto.
O Flamengo apresentou um lampejo de seu melhor futebol da temporada passada nos primeiros dez minutos no Maracanã. A velocidade e o entrosamento foram evidentes nas ações ofensivas, com trocas de passes eficazes e de alta qualidade. A marcação adiantada, intensa e organizada, sufocou o Cruzeiro, que não demonstrou a postura ideal para neutralizar o ímpeto inicial dos mandantes, demorando a igualar a energia em campo e sofrendo com a desvantagem.
O Domínio Rubro-Negro nos Primeiros Minutos
A pressão inicial resultou em lances perigosos, como a cabeçada de Léo Ortiz que atingiu o travessão, e posteriormente o gol de Pedro . O tento foi fruto de uma jogada individual brilhante do atacante, que aproveitou um erro de passe de Neyser Villareal. Embora a pressão pós-perda eficaz do Flamengo tenha sido crucial, a passividade de Fágner, Fabricio Bruno e Villalba no lance também merece menção. O camisa 9 flamenguengou o que quis dentro da área mineira.
O próprio Pedro criou outra oportunidade clara de gol logo em seguida. Ele roubou a bola de Villalba na saída de jogo cruzeirense, mas Fabricio Bruno salvou em cima da linha a finalização de Arrascaeta, que já havia driblado Cássio. O bombardeio rubro-negro também contou com um belo passe em elevação de Lucas Paquetá para Arrascaeta , que finalizou com perigo de dentro da área, um movimento que se repetiria mais tarde.
A Reação Celeste e os Desafios do Flamengo
O ímpeto do Mais Querido começou a ser mitigado por meio de boas trocas de passes encaixadas pelos zagueiros e volantes do Cruzeiro, que exploravam as costas do meio-campo anfitrião. A Raposa concentrava jogadores no setor, com Christian e Gérson flutuando pelas laterais para o centro, aproximando-se de Matheus Pereira e Neyser Villareal, que quase se redimiu do erro do gol ao finalizar com perigo da entrada da área, mas parou em Rossi.
O Cabuloso emendou boas sequências de trocas de passes, utilizando a largura do campo com seus laterais em avanços simultâneos, preenchendo os espaços na intermediária defensiva do Flamengo e gerando alguns problemas de marcação para os donos da casa. Christian e Matheus Pereira não obtiveram precisão em ataques iniciados por Kaiki e Fágner.
Estratégias de Jogo e Ajustes Táticos
Outra arma utilizada pelo Cruzeiro foi a bola parada aérea direcionada a Fabricio Bruno, que conseguiu desviar três cobranças de escanteio de Matheus Pereira, contudo, sem real perigo. O Flamengo reduziu a frequência de suas subidas de marcação e lidou melhor com as lacunas deixadas nas costas de seu meio-campo, conseguindo diminuir a quantidade de finalizações do Cruzeiro.
Apesar de ter menos posse de bola até o final da primeira etapa, o Flamengo não deixou de buscar a construção ofensiva ao recuperar a posse. A equipe explorou os espaços deixados naturalmente pelos visitantes. Léo Pereira, Everton Cebolinha e Lucas Paquetá não conseguiram finalizar com precisão em ataques bem produzidos pela equipe.
O Segundo Tempo e as Substituições Estratégicas
Na volta para o segundo tempo, Cássio impediu que o Flamengo ampliasse o placar em duas ótimas oportunidades antes dos dez minutos. Arrascaeta e Pulgar estiveram perto de marcar com chutes potentes. Além de não reproduzir a capacidade de envolver a defesa rubro-negra demonstrada em um curto período da primeira etapa, o Cruzeiro cedia espaços perigosos a jogadores como Arrascaeta e Paquetá.
Tite precisou lidar com a lesão de Cássio logo após os 15 minutos, com Matheus Cunha entrando em seu lugar. Chico da Costa também foi acionado neste momento, substituindo Neyser Villareal. No Flamengo , Samuel Lino foi o primeiro a entrar, em substituição a Everton Cebolinha . Na sequência, Varela e Carrascal entraram para as vagas de Emerson Royal e Paquetá, que havia sido um dos melhores em campo.
O Desenrolar da Partida e o Gol da Vitória
O Flamengo manteve-se seguro defensivamente no segundo tempo, mas desperdiçou algumas boas chances de ataque por erros técnicos ao se aproximar da área, o que manteve o Cruzeiro vivo na partida. Percebendo a inoperância de sua equipe, Tite demorou, mas sacou o apagado Gérson, que foi alvo de protestos da torcida local, sendo substituído por Wanderson para adicionar mais velocidade pela esquerda.
Pouco depois, Fágner e Lucas Silva saíram. Christian recuou para a lateral-direita e Arroyo entrou na ponta. Japa foi utilizado no meio-campo. Luiz Araújo e Wallace Yan foram chamados por Leonardo Jardim perto dos acréscimos, enquanto Pedro e Arrascaeta deixaram o gramado. O pacote de alterações surtiu efeito positivo para o Cruzeiro, que ganhou agressividade e passou a ameaçar de fato.
Japa, Kaiki e Chico da Costa somaram finalizações perigosas de dentro da área. O Flamengo sofria com a inoperância dos atletas que saíram do banco até encontrar a redenção com dois deles. Samuel Lino desarmou Japa no campo de ataque e deixou Carrascal na cara do gol. O colombiano marcou com uma linda cavadinha por cima de Matheus Cunha , coroando a vitória e levando a torcida à comemoração.
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