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Flamengo tem rombo de R$ 33 milhões e conselho exige punição a Bap
Por Redação Flapress em 05/08/2026 20:36
A governabilidade da atual gestão do Flamengo está sob forte contestação nos bastidores políticos da Gávea. Um grupo composto por doze conselheiros decidiu agir formalmente junto aos Conselhos Deliberativo e Fiscal, exigindo medidas severas contra a diretoria encabeçada pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap. A principal alegação é a falta de transparência financeira e o descumprimento de ritos estatutários essenciais.
Os opositores demandam uma intervenção imediata do Conselho Fiscal para intimar a diretoria executiva a publicar o planejamento orçamentário de 2026 em um prazo máximo de 48 horas. Caso o documento continue ocultado ou fique comprovado que o saldo negativo ultrapassou o teto de 3% das receitas previstas, os conselheiros exigem a emissão de um parecer técnico que suspenda de forma imediata a autonomia do Conselho Diretor.
Em documento formalizado, os representantes do clube alertam para as consequências legais da falta de clareza nos dados:
"O vultoso déficit de quase R$ 34 milhões aponta grave indício de descumprimento orçamentário. Alertamos a este Conselho Fiscal que diante da ocultação do orçamento e a não aplicação do art. 146 podemos estar diante de um caso de gestão temerária"
Entenda a ameaça de punição estatutária contra a gestão de Bap
O cerne do questionamento gira em torno do artigo 146, inciso III, do Estatuto Social do Flamengo . Os manifestantes apontam que a ausência de dados públicos impede que o conselho cumpra seu papel fiscalizador. De acordo com as regras internas do clube, a autonomia dos dirigentes deve ser cassada de forma automática se o prejuízo acumulado superar a margem de tolerância estabelecida sobre o faturamento estimado.
A insatisfação é detalhada no seguinte trecho da representação protocolada pelos conselheiros:
"Sem a imediata divulgação do Orçamento Aprovado e do relatório de execução orçamentária, os conselheiros ficam de mãos atadas para aferir o cumprimento do artigo 146, inciso III, do Estatuto, que determina a suspensão automática da autonomia do Conselho Diretor caso o déficit acumulado seja superior em 3% (três por cento) ao faturamento previsto"
O estopim para a contestação foi a divulgação do balanço financeiro referente ao primeiro semestre, que apontou um saldo negativo expressivo nas contas rubro-negras. O clube registrou um déficit de R$ 33,8 milhões concentrado no segundo trimestre do ano de 2026, além de não disponibilizar o orçamento detalhado em seu portal oficial para consulta dos associados.
Falta de transparência financeira gera cobrança por balanço oficial
A conduta da presidência de Luiz Eduardo Baptista ao reter informações cruciais sobre a saúde financeira do Flamengo é vista como um retrocesso administrativo por seus críticos. A cobrança por responsabilidade fiscal ganha força à medida que o passivo financeiro se torna público, contrastando com as promessas de uma gestão profissional e transparente na Gávea.
| Indicador Financeiro (2026) | Valor / Status |
|---|---|
| Déficit no 2º Trimestre | R$ 33,8 milhões |
| Divulgação do Orçamento de 2026 | Ausente no site oficial |
| Prazo exigido para publicação | 48 horas |
| Conselheiros assinantes do pedido | 12 membros |
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