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Ex-presidente do Flamengo fracassa em SAF e cai para Serie D

Por Redação Flapress em 25/08/2026 10:02

O mercado de dirigentes profissionais de futebol expõe trajetórias distintas para os antigos comandantes do Rubro-Negro Carioca. Após encerrarem seus ciclos na Gávea, Marcos Braz e Rodolfo Landim buscaram novos desafios na gestão esportiva brasileira, mas colheram frutos completamente opostos em suas respectivas empreitadas. Enquanto um celebrou a glória do acesso, o outro amargou um duro revés logo em seu debute.

Sob a batuta de Marcos Braz, o Remo estruturou um planejamento eficiente que culminou no retorno do clube paraense à elite do futebol nacional após uma ausência de mais de três décadas. Embora a equipe de Belém atualmente enfrente turbulências para se manter na primeira divisão, o ex-vice-presidente de futebol do Flamengo cumpriu seu papel primordial antes de se despedir do cargo, deixando um legado de ascensão esportiva palpável.

Por outro lado, o antigo mandatário flamenguista, Rodolfo Landim, teve um início desastroso em sua jornada como gestor profissional de futebol. À frente da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Confiança, Landim viu as promessas de grandeza desmoronarem precocemente. A derrota sofrida em pleno território sergipano diante do Anápolis decretou a queda matemática da agremiação para a Série D do Campeonato Brasileiro, restando ainda uma jornada a ser disputada.

Trajetória oposta de ex-dirigentes do Flamengo no cenário nacional

O descenso interrompe uma estabilidade do clube de Sergipe, que não disputava a última divisão nacional desde a temporada de 2014. O revés ganha contornos dramáticos quando confrontado com as metas ousadas estabelecidas por Landim ao assumir a gestão do futebol do Confiança.

O plano estratégico traçado pelo ex-presidente rubro-negro visava colocar a equipe de Aracaju na Série B até o ano de 2027, pavimentando o caminho rumo à primeira divisão nos seis anos seguintes. A meta final de estabelecer o Confiança como uma das cinco principais forças da Região Nordeste acabou frustrada logo na primeira temporada da nova administração, resultando em um retrocesso imediato de divisão.

Essa derrocada esportiva convida a uma reflexão sobre a herança política de Landim na Gávea. Em seus últimos momentos no Flamengo , o ex-mandatário tentou articular uma emenda estatutária para estender sua permanência na presidência por mais doze meses, iniciativa rechaçada pelo Conselho Deliberativo. A derrota nos bastidores abriu espaço para a eleição de seu opositor, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap.

As promessas de Rodolfo Landim e o rebaixamento do Confiança

Abaixo, veja o comparativo do desempenho dos antigos gestores do Flamengo em suas novas experiências profissionais no futebol brasileiro:

Dirigente (Ex-Flamengo) Clube Destino Meta Principal Resultado Obtido
Rodolfo Landim Confiança Série B até 2027 e elite nacional Rebaixamento para a Série D
Marcos Braz Remo Retorno aos holofotes nacionais Acesso à Série A após 32 anos

A realidade prática mostra que as fórmulas de sucesso aplicadas nos tempos de bonança financeira no Rio de Janeiro não se traduziram em competência de gestão em cenários de menor orçamento. Enquanto Braz encerrou sua passagem pelo Norte com o objetivo cumprido, Landim inicia seu portfólio como administrador profissional carregando o peso de um rebaixamento precoce no futebol nordestino.

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