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Bandeira de Mello questiona viabilidade do novo estádio do Flamengo
Por Redação Flapress em 04/08/2026 10:16
O ambicioso projeto para a construção do estádio próprio do Flamengo na região do Gasômetro enfrenta um período de estagnação. Embora o clube detenha o controle da área há mais de dois anos, o início das obras segue sem previsão. A administração de Luiz Eduardo Baptista optou por suspender o cronograma original, que previa a inauguração da arena para o ano de 2029.
Eduardo Bandeira de Mello, que presidiu o clube em gestões anteriores, manifestou apoio à decisão da diretoria atual de frear os planos. Em entrevista, ele deixou clara sua posição contrária ao local escolhido para o empreendimento. "Eu efetivamente não gosto dessa solução do Gasômetro. Não gosto? Até que nesse sentido a diretoria está certa: um freio de arrumação. Porque, em primeiro lugar, eu sou cria do Maracanã", declarou.
Apesar de seu forte apego ao Maracanã, o ex-mandatário admite que o cenário político torna complexa a permanência definitiva do Rubro-Negro no estádio público. "Mas entendo que por todas as condições políticas que aparecem sempre, acaba que vai ser muito difícil o Flamengo ser o dono do Maracanã ou ser um concessionário com um prazo longo que permita a gente aumentar a capacidade", pontuou.
Limitações técnicas e desafios ambientais no terreno
Caso o clube não encontre alternativa ao Maracanã e precise seguir com a obra no Gasômetro, Bandeira de Mello levanta ressalvas importantes sobre a viabilidade física da área. "Se for de fato impossível e o Flamengo tiver que partir para a sua casa própria, eu não gosto da solução do Gasômetro, em primeiro lugar porque acho aquele terreno muito pequeno, né?", questionou o ex-dirigente.
Além da restrição espacial, o terreno apresenta um passivo ambiental histórico que preocupa. Por ter abrigado uma fábrica de gás de carvão desde o século XIX, o solo exige procedimentos complexos de recuperação. "Aquele terreno tem que sofrer um processo de descontaminação. Ali, durante muito tempo, foi uma fábrica de gás de carvão desde o século XIX", afirmou Bandeira.
Impactos financeiros e infraestrutura viária
O debate sobre a construção também esbarra em custos adicionais que vão muito além da estrutura da arena. O edital de licitação impõe ao Flamengo responsabilidades que elevam significativamente o orçamento total do projeto.
| Desafio | Responsabilidade |
|---|---|
| Relocação de tubulação de gás | Custos a cargo do clube |
| Adequação do sistema viário | Obras de responsabilidade do Flamengo |
Sobre as exigências contratuais, Bandeira de Mello alerta para a carga financeira que recairá sobre os cofres rubro-negros. "A tubulação de gás que está lá tem que ser relocada; isso tudo é custoso, né? Aí a prefeitura pode dizer: 'não, pode deixar comigo', mas o que está escrito no edital não é isso", observou.
Por fim, o ex-presidente destacou que a mobilidade urbana na região exigirá grandes obras de engenharia civil, como viadutos e passarelas, cujo ônus financeiro também está previsto no edital. "Então você precisa fazer uma adequação ali do sistema viário e aí vai precisar construir mergulhão, passarela, viaduto? E isso, pelo edital, quem tem que fazer é o Flamengo ", concluiu.
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