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Abel Ferreira pede substituição extra e alfineta rivais por gestão de atletas
Por Redação Flapress em 18/01/2026 00:20
O técnico Abel Ferreira, do Palmeiras, manifestou um pedido incomum à Federação Paulista de Futebol (FPF) após a partida contra o Mirassol, que resultou na lesão do atacante Vitor Roque. O jogador, peça importante da equipe, precisou ser substituído no segundo tempo devido a dores no joelho direito, levantando preocupações sobre sua condição física.
Durante a coletiva de imprensa, ao ser questionado sobre a situação de Vitor Roque, o comandante português abordou a questão da preparação física dos atletas, fazendo um paralelo com a intensidade exigida no futebol de alto rendimento. "O Vitor Roque não sei dizer ao certo o que ele tem, mas não é preciso ser nenhum mago da fisiologia. Se está parado há um mês e alguém te manda correr meia hora ou fazer 30 flexões na academia, não vai conseguir. Aqui não vou dizer que é o mesmo, mas é quase. Tivemos quatro dias para preparar uma pré-temporada", declarou.
Proposta de Mudança nas Regras do Paulistão
Em meio às preocupações com a integridade física de seus jogadores, Abel Ferreira apresentou uma sugestão que poderia beneficiar todas as equipes do campeonato. "Se pudesse fazer um pedido, adoraria que pudéssemos fazer uma nova substituição. Muitas vezes temos em choques de cabeça. Se a organização quiser fazer algo para ajudar a todos, é fazer uma substituição a mais durante os jogos", propôs o treinador.
A declaração, no entanto, foi além da questão técnica e tática, estendendo-se a uma crítica velada a outros clubes que competem em alto nível. O treinador fez uma comparação com a gestão de elenco e a utilização de jogadores oriundos das categorias de base, citando o próprio Flamengo como exemplo de investimento considerável.
Críticas à Gestão de Elenco e Valorização da Base
Abel Ferreira aproveitou a oportunidade para comentar a possível saída do atacante Facundo Torres para o Austin FC, dos Estados Unidos. Caso a negociação se concretize, ele seria o quarto jogador a deixar o clube neste início de temporada. "Ele ainda não saiu, mas a cobrança é muito grande de títulos. Me pedem para lutar por títulos, para apostar na base. 35 ou 45% que temos é da base. Vocês não veem nenhuma equipe que briga por título fazer o que o Palmeiras faz. Quem lutou ano passado? Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro. Viram alguma dando oportunidade aos jogadores da base. Pois não!", enfatizou.
O técnico reiterou sua posição em relação às decisões de mercado, afirmando que não é ele quem comanda essas movimentações. "Não sei se vai sair ou não, já disse que não mando no clube. Saíram três, Micael, Aníbal e Weverton, e ele seria o quarto. Entrou o Marlon", pontuou, demonstrando certa frustração com a dinâmica de transferências.
Abel Ferreira concluiu sua análise reforçando a importância de se manter competitivo em um cenário de alta exigência, onde os resultados são primordiais. Ele admitiu o desafio de competir contra equipes com maior poder aquisitivo e experiência. "Gosto de desafios, mas cada um na sua função. Eu sou treinador, exigem-me resultados, competimos contra equipes com jogadores superexperientes e com títulos nas costas. Perdemos contra o Flamengo , que investe se calhar 40% ou o dobro do Palmeiras e viram que ninguém ficou contente. Temos que continuar a trabalhar para sermos sempre competitivos e lutar por títulos", finalizou.
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